16 abril, 2013

2- A ORIGEM DA VIDA

Até o presente momento, a Teoria do Big Bang é utilizada para explicar o surgimento da Terra. Acredita-se que nosso planeta se formou há 4,5 bilhões de anos e, durante cerca de um bilhão de anos, sofreu processos importantes, como seu resfriamento, viabilizando o surgimento da vida.
       Estudiosos mais antigos acreditavam que os seres vivos surgiam espontaneamente da matéria bruta – a hipótese da geração espontânea, também chamada de abiogênese.     Entretanto, por meio de diversos experimentos, executados por cientistas, como Redi, Needham, Spallanzani e Pasteur, foi possível descartar essa hipótese, adotando a biogênese, que afirma que os micro-organismos surgem a partir de outros preexistentes.
       Embora tenha respondido uma grande questão, a biogênese não explica como se dá o processo de surgimento de uma espécie a partir de outra. Assim, existem algumas explicações para tal, sendo a origem por evolução química a mais aceita pela categoria científica. Essa teoria propõe que a vida surgiu a partir do arranjo entre moléculas mais simples, aliadas a condições ambientais peculiares, formando moléculas cada vez mais complexas, até o surgimento de estruturas dotadas de metabolismo e capazes de se autoduplicar, dando origem aos primeiros seres vivos. Oparin, Haldane e Miller são os precursores dessa hipótese.
       Em 1954, o cientista norte-americano Stanley L. Miller construiu um aparelho que tentava simular as condições da Terra primitiva. Seu professor, Harold C. Urey, acreditava que a Terra, em seus primórdios, apresentava os seguintes compostos em sua atmosfera: metano (CH), hidrogênio (H), amônia (NH) e vapor d’água (HO). Imaginando que descargas elétricas poderiam ter constituído uma fonte de energia capaz de promover o rompimento de ligações químicas das moléculas dos “gases primitivos”, Miller submeteu os gases reunidos a faíscas elétricas de alta intensidade. No simulador, também havia um condensador que resfriava a mistura de gases. O resfriamento levava o vapor-d’água ferver e transformar-se novamente em vapor; este retornava ao sistema. Assim, Miller tentava simular as chuvas e a evaporação da água que deviam ocorrer na superfície do jovem planeta Terra.

  
Como surgiu a vida
 Os compostos orgânicos, assim formados, permaneciam estáveis, pois não existia oxigênio (O) livre, gás que decompõe e degrada qualquer substância orgânica. Sabe-se que em meio estável, as grandes moléculas, como os aminoácidos, vão se ordenando, tornando-se mais complexas e resistentes. Assim, teriam se formado os primeiros agregados de moléculas orgânicas, os coacervados, os primórdios dos seres vivos. Alguém pensou nisso? É claro que sim, o seu nome é Aleksandr Oparin.
       Os compostos orgânicos da Terra primitiva devem ter sido arrastados pelas águas das chuvas até os mares primitivos. Dessa maneira, lenta mas progressivamente, os oceanos foram acumulando compostos orgânicos ao longo dos séculos e se transformando em uma espécie de “sopa química” de aminoácidos, proteinóides, carboidratos, ácidos graxos, etc. Acontece que as moléculas orgânicas, em sua maioria, são insolúveis em água. Em contato, com esse solvente, normalmente sedimentam-se ou flutuam formando aglomerados.
 Em 1920 o cientista russo observou que, em água, as proteínas se aglomeram em pequenos grupos, que denominou “coacervados”, nome derivado do latim coacervare, que significa formar grupos. De fato, quando se colocam proteínas em água, ocorre uma ionização dos grupos ácidos e aminas, isto é, eles adquirem cargas elétricas que podem atrair outras moléculas, inclusive a própria água; as moléculas de água, organizando-se ao redor das proteínas, constituem uma película de solvatação, que sapara a “gota” protéica do restante do solvente, conferindo a ela uma certa individualidade. A possibilidade de um mecanismo de coacervação é de fundamental importância para explicarmos a origem da vida no planeta Terra. A vida não pode se instalar em uma única molécula isolada; dessa forma, as minúsculas “gotas”, os coacervados, poderiam ter constituído a base física em que a vida, mais tarde, iria se instalar.
Como surgiu a vida
       Os coacervados poderiam ter se difundido nos mares primitivos e, ao longo dos séculos, teriam englobado partículas orgânicas e inorgânicas disponíveis no ambiente e que foram se aderindo a eles, de modo a transformá-los, de simples aglomerados protéicos iniciais, em grandes e complexos químicos que abrigavam inúmeras substâncias.
 No entanto, é razoável supor que a manutenção da organização complexa de tais coacervados exigia a presença de energia, que deveria ser obtida por algum processo. Como a atmosfera primitiva era destituída de gás oxigênio e como a respiração aeróbica é um mecanismo relativamente complexo de extração de energia –portanto, incompatível com a estrutura do coacervado-, a hipótese mais aceita é que a energia teria sido obtida através de fermentação. Afinal, carboidratos poderiam ter sido utilizados como fonte de energia, e certas proteínas presentes nos coacervados poderiam ter se comportado como enzimas, que propiciaram o desenvolvimento da fermentação.
       Com a extração de energia de moléculas orgânicas presentes em seu interior , os coacervados poderiam não só manter sua organização estrutural, como também promover a síntese de novas substâncias. De alguma forma, que parece obscura para a ciência, surgiram unidades no coacervado denominadas nucleotídeos. A presença de tais unidades permitiu o surgimento dos ácidos nucleicos. A partir daí, os coacervados passaram a dispor de um “centro de controle” eram, então, sistemas auto-suficientes, capazes de estabelecer certo equilíbrio com o meio ambiente e dotados de capacidade de autoduplicação. Portanto, após o surgimento dos ácidos nucleicos reguladores, os coacervados constituíram os primeiros seres vivos da Terra, ainda que fossem formas de vida rudimentares.









E VOCÊ LEITOR, COMO ACHA QUE A VIDA SURGIU?








Retirado de:     http://misteriosdomundo.com/como-a-vida-surgiu#ixzz2QimkAPkb 

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