Até o presente momento, a Teoria do Big
Bang é utilizada para explicar o surgimento da Terra. Acredita-se que nosso
planeta se formou há 4,5 bilhões de anos e, durante cerca de um bilhão de anos,
sofreu processos importantes, como seu resfriamento, viabilizando o surgimento
da vida.
Estudiosos mais
antigos acreditavam que os seres vivos surgiam espontaneamente da matéria bruta
– a hipótese da geração espontânea, também chamada de abiogênese.
Entretanto, por meio de diversos experimentos, executados por cientistas, como
Redi, Needham, Spallanzani e Pasteur, foi possível descartar essa hipótese,
adotando a biogênese, que afirma que os micro-organismos surgem a partir de outros
preexistentes.
Embora tenha
respondido uma grande questão, a biogênese não explica como se dá o processo de
surgimento de uma espécie a partir de outra. Assim, existem algumas explicações
para tal, sendo a origem por evolução química a mais aceita pela categoria
científica. Essa teoria propõe que a vida surgiu a partir do arranjo entre
moléculas mais simples, aliadas a condições ambientais peculiares, formando
moléculas cada vez mais complexas, até o surgimento de estruturas dotadas de
metabolismo e capazes de se autoduplicar, dando origem aos primeiros seres vivos.
Oparin, Haldane e Miller são os precursores dessa hipótese.
Em 1954, o
cientista norte-americano Stanley L. Miller construiu um aparelho que tentava
simular as condições da Terra primitiva. Seu professor, Harold C. Urey,
acreditava que a Terra, em seus primórdios, apresentava os seguintes compostos
em sua atmosfera: metano (CH₄), hidrogênio (H₂), amônia (NH₃) e vapor d’água (H₂O). Imaginando que descargas
elétricas poderiam ter constituído uma fonte de energia capaz de promover o
rompimento de ligações químicas das moléculas dos “gases primitivos”, Miller
submeteu os gases reunidos a faíscas elétricas de alta intensidade. No
simulador, também havia um condensador que resfriava a mistura de gases. O
resfriamento levava o vapor-d’água ferver e transformar-se novamente em vapor;
este retornava ao sistema. Assim, Miller tentava simular as chuvas e a
evaporação da água que deviam ocorrer na superfície do jovem planeta Terra.
Os compostos
orgânicos, assim formados, permaneciam estáveis, pois não existia oxigênio (O₂) livre, gás
que decompõe e degrada qualquer substância orgânica. Sabe-se que em meio
estável, as grandes moléculas, como os aminoácidos, vão se ordenando,
tornando-se mais complexas e resistentes. Assim, teriam se formado os primeiros
agregados de moléculas orgânicas, os coacervados, os primórdios dos seres vivos.
Alguém pensou nisso? É claro que sim, o seu
nome é Aleksandr Oparin.
Os compostos orgânicos da Terra primitiva devem ter sido
arrastados pelas águas das chuvas até os mares primitivos. Dessa maneira, lenta
mas progressivamente, os oceanos foram acumulando compostos orgânicos ao longo
dos séculos e se transformando em uma espécie de “sopa química” de aminoácidos,
proteinóides, carboidratos, ácidos graxos, etc. Acontece que as moléculas
orgânicas, em sua maioria, são insolúveis em água. Em contato, com esse
solvente, normalmente sedimentam-se ou flutuam formando aglomerados.
Em 1920
o cientista russo observou que, em água, as proteínas se aglomeram em pequenos
grupos, que denominou “coacervados”, nome derivado do latim coacervare,
que significa formar grupos. De fato, quando se colocam proteínas em água,
ocorre uma ionização dos grupos ácidos e aminas, isto é, eles adquirem cargas
elétricas que podem atrair outras moléculas, inclusive a própria água; as
moléculas de água, organizando-se ao redor das proteínas, constituem uma película de solvatação,
que sapara a “gota” protéica do restante do solvente, conferindo a ela uma
certa individualidade. A
possibilidade de um mecanismo de coacervação é de fundamental importância para
explicarmos a origem da vida no planeta Terra. A vida não pode se instalar em uma única molécula
isolada; dessa forma, as minúsculas “gotas”, os coacervados, poderiam ter
constituído a base física em que a vida, mais tarde, iria se instalar.
Os coacervados poderiam ter se difundido nos mares primitivos
e, ao longo dos séculos, teriam englobado partículas orgânicas e inorgânicas
disponíveis no ambiente e que foram se aderindo a eles, de modo a
transformá-los, de simples aglomerados protéicos iniciais, em grandes e
complexos químicos que abrigavam inúmeras substâncias.
No
entanto, é razoável supor que a manutenção da organização complexa de tais
coacervados exigia a presença de energia, que deveria ser obtida por algum
processo. Como a atmosfera primitiva era destituída de gás oxigênio e como a
respiração aeróbica é um mecanismo relativamente complexo de extração de
energia –portanto, incompatível com a estrutura do coacervado-, a hipótese mais
aceita é que a energia teria sido obtida através de fermentação. Afinal,
carboidratos poderiam ter sido utilizados como fonte de energia, e certas
proteínas presentes nos coacervados poderiam ter se comportado como enzimas,
que propiciaram o desenvolvimento da fermentação.
Com a extração de energia de moléculas orgânicas presentes em
seu interior , os coacervados poderiam não só manter sua organização
estrutural, como também promover a síntese de novas substâncias. De alguma
forma, que parece obscura para a ciência, surgiram unidades no coacervado
denominadas nucleotídeos. A presença de tais unidades permitiu o surgimento dos
ácidos nucleicos. A partir daí, os coacervados passaram a dispor de um “centro
de controle” eram, então, sistemas auto-suficientes, capazes de estabelecer
certo equilíbrio com o meio ambiente e dotados de capacidade de autoduplicação.
Portanto, após o surgimento dos ácidos nucleicos reguladores, os coacervados
constituíram os primeiros seres vivos da Terra, ainda que fossem formas de vida
rudimentares.
Retirado de: http://misteriosdomundo.com/como-a-vida-surgiu#ixzz2QimkAPkb
http://www.brasilescola.com/biologia/origem-vida.htm
http://www.youtube.com/watch?v=FhnKNO3j-jA&list=LLVI_PitPN2tYMVlOBBzizjQ
http://www.youtube.com/watch?v=FhnKNO3j-jA&list=LLVI_PitPN2tYMVlOBBzizjQ


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